Nesta semana, a Confederação Brasileira de Futebol anunciou a disponibilização de uma linha de crédito de R$ 100 milhões para os clubes participantes da Série A em 2020. O recurso, segundo a entidade, serve para compensar parte da perda de arrecadação durante a pandemia causada pela Covid-19. No Sport, no entanto, a medida é vista com cautela pelo presidente do Leão, Milton Bivar.
"Esse negócio não é bem assim. Tem uma série de condições para pegar o dinheiro. Não é chegar lá e pegar."
O problema, mesmo com o aporte feito a juro zero pela CBF, está nas garantias. Isso porque os recursos, de acordo com a entidade, são concedidos com o que cada equipe puder "garantir" em relação ao que tem a receber com direitos de transmissão e prêmios por desempenho nos campeonatos. E o Rubro-negro não tem muitos recebíveis nesta temporada. Optando, portanto, por avaliar o cenário antes de agir.
"Disponibilizar, todo banco está disponibilizando. Dinheiro não falta. O problema são as garantias. Então, qualquer pessoa pode pegar dinheiro, mas o banco não vai liberar assim à toa. Vamos esperar para analisar e ver como fazemos."
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Presidente Milton Bivar, a frente do Sport desde o início de 2019 — Foto: Anderson Stevens / Sport Club do Recife
No início do ano, a diretoria do Sport chegou a reconhecer a tendência de ter uma das menores receitas do Brasileiro de 2020, uma vez que precisava lidar também com o adiantamento de cotas requisitado por gestões anteriores no clube. Não à toa, a tônica de condução administrativa tem sido a contenção de gastos e repactuação de dívidas.
Diante deste cenário, em outubro do ano passado, o Conselho Deliberativo do Leão aprovou uma previsão orçamentária com receita líquida em cerca de R$ 61 milhões para 2020. Somando, além das cotas, valores com bilheteria, patrocinadores e quadro de sócios. Mas com a queda de renda provocada pela paralisação do futebol, a tendência é que esse montante diminua.
Para amenizar o problema, o Sport ainda pode somar valores com a Copa do Nordeste, caso avance na competição. Uma vez que, na previsão, contou apenas com o recebível pela primeira fase.
Com o avanço do novo coronavírus no Brasil, o Rubro-negro tem se desdobrado para colocar as contas em dia. Principalmente por ter perdido fontes de renda no período, em todos os setores.
A preocupação principal do departamento jurídico do clube é a dívida de R$ 4,9 milhões na Fifa, referente à compra de André junto ao Sporting, de Portugal. Mas há também valores na CNRD, como o parcelamento do débito com Mark González, que atualmente impede o Leão de inscrever atletas, assim como salários com atletas e funcionários que estão em atividade. Desde o início da paralisação o Sport busca alternativas para manter o fluxo de caixa.
Autoria: Globo Esporte