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Campus da UFBA em Ondina — Foto: Reprodução/ TV Bahia
Duas bancas de mestrado da Universidade Federal da Bahia (Ufba) que tiverem a participação da professora de direito, Cátia Regina Raulino, investigada por plagiar trabalhos de alunas em Salvador, serão refeitas. A informação foi confirmada pela instituição na noite desta quinta-feira (3).
Segundo a Ufba, todas as bancas são da Faculdade de Direito. O procedimento a ser realizado é administrativo e, de acordo com a instituição, se trata de uma re-ratificação: Cátia é excluída das duas bancas, outro professor é incluído e é feita a correção e confirmação dos trabalhos dos estudantes, que não sofrem prejuízos. Após esse procedimento, os estudantes continuam com o diploma de mestres.
A instituição ainda não detalhou quando as bancas ocorreram.
Cátia Raulino começou a ser investigada depois que ex-alunas do curso de Direito de uma faculdade particular de Salvador a denunciaram por plágio.
Segundo as mulheres, que já estão formadas, quando ainda eram estudantes, elas tiveram os trabalhos de conclusão de curso incluídos em livro e revista e, nas publicações, a professora assinou os textos como dela, sem citar as então alunas.
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Cátia mostrou artigo de Lorena em outro livro onde só aparece o nome dela e o título é o mesmo do artigo da ex-aluna — Foto: Redes Sociais
A suspeita já atuou como professora e coordenadora de faculdades particulares da capital baiana. Cátia Raulino divulgava o trabalho dela nas redes sociais, mas um dos perfis, que tinha mais de 180 mil seguidores, foi desativado.
Em 19 de agosto, ela informou ao G1 que estava recolhendo documentos e que depois iria se pronunciar sobre o caso. Entretanto, depois disso, ela não falou mais com a imprensa.
Um das ex-alunas acionou o Ministério Público Estadual (MP-BA), que apura ao menos seis denúncias: duas referentes a suposta prática de exercício ilegal da advocacia e quatro referentes a suposto crime de violação de direito autoral.
No currículo, Cátia Raulino alega ser formada em direito e que tem mestrado, doutorado e pós-doutorado, mas as universidades em que ela diz ter concluído as formações negam que ela tenha os títulos.
Na segunda-feira (31), ela esteve na delegacia da Boca do Rio, responsável pelo caso, e entregou documentos. No entanto, o delegado Antônio Carlos Magalhães Santos, que investiga o caso, informou que nenhum deles é um diploma ou comprova os títulos que ela alega ter.
Na ocasião, o delegado disse, também, que os documentos entregues pela professora de direito podem contestar as denúncias de plágio, mas sustentou que essa informação ainda está sob investigação.
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Cátia (loira) ao lado de Lorena, que foi aluna dela e a denuncia por plágio em trabalho do curso de Direito ao fim de graduação em Salvador, na Bahia — Foto: Arquivo Pessoal
Autoria: G1 BAHIA