
Nesta terça-feira (29/09), seria o dia da Comissão Especial de Inquérito, da Câmara de Vereadores de Mata de São João, ouvir os depoimentos dos donos da empresa responsável pela execução do esgotamento sanitário da cidade. Mas, como já era de se esperar, os fundadores da Enset, Francisco Elias da Silva Ribeiro, e a Sra. Naiara Pedreira de Oliveira Ribeiro não compareceram para prestar os esclarecimentos.
A ENSET CONSTRUÇÕES LTDA, ganhou concorrência pública no valor de cerca de R$ 11 milhões, em dezembro de 2006 para construção do sistema de esgotamento sanitário de Mata. O curioso é que, já se sabe que o proprietário seria funcionário da Rede Hiperideal e sócio do então gestor João Gualberto.
Também é intrigante que apenas três dias após a abertura do processo administrativo licitatório, a empresa tenha alterado o contrato social para atender a requisitos do Edital que ainda seria publicado.
Foi descoberto ainda que, além da relação entre a empresa contratada e o então prefeito, João Gualberto, há também envolvimento da sua esposa, advogada signatária no ato de consolidação da ENSET, também sócia de Francisco Elias na empresa OCEANO EMPREENDIMENTOS LTDA, junto, inclusive, com o atual prefeito Marcelo Oliveira.
Todos esses fatos levaram à abertura da Comissão Especial de Inquérito na Casa Legislativa, visando apurar todas as informações referentes ao procedimento licitatório de concorrência pública nº003/2006, relacionado a implantação de esgotamento sanitário com recursos federais.
Com transmissão ao vivo pelo Facebook da Câmara Municipal, a Sessão Ordinária da Comissão Especial de Inquéirto – Oitiva de Investigados/Testemunhas, também não contou com a presença de dos membros da base governista: os vereadores Jair Bispo, Tiago de Zezo e Zè do Relógio simplesmente não compareceram.
O Relator da Comissão, vereador Pastor Sandro, lamentou a ausência dos demais membros da Comissão. “Lamentar a ausência. Porque os membros não se fazem presentes? Tentam impedir que esta CPI alcance o seu objetivo, qual seja ele, esclarecer. Houve de fato irregularidade ou não? O dinheiro é uma quantia vultuosa, é recurso federal, e a população de Mata de São João espera uma resposta”, disse ele.
Com a ausência dos donos da empresa e também dos vereadores citados, a CEI ficou impedida de dar continuidade ao andamento dos trabalhos.
“Existem irregularidades nesse processo e o que a CEI quer é ter as provas e fazer as perguntas para que eles mesmos respondam. Queremos tirar dúvidas para mostrar aos munícipes de Mata de São João aonde está o erro. Os vereadores da base que fazem parte da Comissão estão sempre faltando, atrasando os trabalhos, mas tenho uma coisa a dizer, nós vamos sim dar prosseguimento a esse inquérito de comissão, para provarmos a vocês que nosso papel nós fazemos, como legislador, como fiscalizador do povo de Mata de São João”, finalizou o primeiro membro da Comissão Especial de Inquérito, vereador Paulo Bolinha.
Autoria: Mata Notícias