Publicado em 15/12/2020 12h46

Diretora de Instituto diz que está em contato com comitê da vacina Sputnik V e prevê testes da fase 3 na BA

Segundo a médica Ceuci Nunes, Anvisa exige que sejam feitos testes na população brasileira, por causa de questões genéticas que precisam ser avaliadas, antes da provação da vacina.

Instituto Couto Maia, em Salvador — Foto: Carol Garcia/GovBA

Instituto Couto Maia, em Salvador — Foto: Carol Garcia/GovBA

Representantes do Instituto Couto Maia, em Salvador, estão em contato com o comitê da vacina russa Sputnik V, para que sejam realizados na Bahia os testes da fase 3 da vacina contra a Covid-19. A informação foi da diretora da instituição, a médica infectologista Ceuci Nunes, em entrevista ao Jornal da Manhã, da TV Bahia, nesta terça-feira (15).

"A gente recebeu convite da vice-presidente do comitê da vacina russa, para participar dos testes da fase 3 da vacina, porque a Anvisa exige, muito corretamente, que sejam feitos testes na população brasileira, porque tem as questões genéticas, de diferenças de populações, para a gente avaliar", explicou.

A data de início dos testes ainda não foi informada pois, de acordo com Ceuci, os protocolos para início da testagem devem ainda ser apresentadas nesta terça-feira.

"Estes testes devem começar em breve, claro que tem todo um protocolo que a gente precisa conhecer, uma equipe que a gente precisa estruturar melhor. A gente tinha feito contatos anteriores, de testar mil pessoas, 500 placebos e 500 utilizando as vacinas. Vamos ver nesse momento se esse número vai permanecer ou não, mas esse dado ainda não tenho. Vamos fazer os contatos hoje [terça-feira], para nos inteirarmos melhor do protocolo", explicou.

Segundo Ceci, a estrutura disponibilizada pelo instituto é grande e, no local, eles possuem o Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE/UFBA).

"É dos mais bem estruturados do Brasil, e a gente tem como fazer esses estudos de fase 3", reforçou.

A médica explica que é preciso fazer a o teste da fase 3 com a população brasileira, para que a Ansia libere a imunização.

"É uma vacina que já está sendo inclusive utilizada na Rússia. É uma vacina com tecnologia também de adenovírus, são dois adenovírus, são duas doses, e semelhante a estrutura da vacina de Oxford, é parecida a tecnologia utilizada, e nós esperamos que vamos contribuir com essa fase 3 no Brasil", disse.

Em setembro deste ano, o governo da Bahia havia informado que concluiu o acordo de confidencialidade com o governo da Rússia para que todas as informações científicas da vacina contra a Covid-19 "Sputinik V" sejam repassadas para a Fundação Baiana de Pesquisa Científica e Desenvolvimento Tecnológico (Bahiafarma). Na prática, o acordo marca um avanço nas negociações entre o país e o estado, que a partir de agora poderá ter acesso à tecnologia usada na produção do imunizante.

Autoria: G1 Bahia

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