O primeiro-ministro do Japão, Yoshihide Suga, declarou nesta quinta-feira (7/1) estado de emergência para a capital do país, Tóquio, e outras três cidades por conta do aumento de casos do novo coronavírus, que atingiram os níveis mais altos desde o início da pandemia.

Suga fez o comunicado durante uma reunião com o painel de especialistas "devido ao sério sentimento de perigo perante a rápida expansão nacional (do vírus)". O estado de emergência estará em vigor de sexta-feira (8/1) até 2 de fevereiro e será válido também para as cidades de Chiba, Saitama e Kanagawa.

A declaração de emergência implicará novas restrições ao horário de funcionamento dos estabelecimentos comerciais considerados não essenciais, assim como o pedido de permanência dos cidadãos em casa, embora sem incluir o internamento obrigatório, entre outras medidas.

O ministro chegou a ser criticado pela relutância em tomar medidas para combater a propagação do vírus, depois que o prefeito de Tóquio e das três cidades vizinhas o incitaram a emitir uma declaração de emergência. O primeiro estado de emergência no Japão, declarado no início da pandemia, durou mais de um mês.

Na quarta-feira, o Japão registrou 5.953 novas infecções, o primeiro número acima dos cinco mil desde o início da pandemia, havendo níveis de recordes diários em várias cidades, segundo estatísticas divulgadas pela televisão estatal NHK e 72 mortes. O total nacional de casos subiu para 259.105, com pelo menos 3.804 mortes.