As novas cepas do coronavírus ligaram o alerta sobre a eficácia das vacinas já existentes conta a Covid-19. Por conta disso, as farmacêuticas americanas Pfizer e BioNTech anunciaram na quinta-feira (25/2) que testarão uma terceira dose da sua vacina contra a doença.

O objetivo do estudo é garantir a eficácia do imunizante contra as novas variantes do coronavírus, especialmente, a que surgiu não sul da África.  Esta variante é considerada uma das mais perigosas, pois evita parte da ação bloqueadora exercida pelos anticorpos contra a cepa mais antiga. Ou seja, aqueles que foram diagnosticados com cepa original possuem maior probabilidade de se reinfectarem.

As farmacêuticas disseram que testes analisarão o que acontece quando o paciente recebe uma dose extra da vacina seis há 12 meses após o reforço. Na primeira fase do novo estudo, uma dose adicional de 30 microgramas será aplicada a até 144 pessoas que receberam as duas doses da vacina entre seis a 12 meses atrás, no teste de segurança original.  

Além disso, a dupla de empresas americanas também está conversando com autoridades reguladoras sobre testar uma vacina modificada para proteger especificamente contra as novas variantes altamente transmissíveis descoberta em outros locais.

Vale lembrar que a Pfizer foi a primeira a obter registro definitivo no Brasil. A  a farmacêutica poderá comercializar doses para aplicação em massa em toda a população brasileira. Entretanto, a empresa ainda não assinou contrato com o Governo Federal, que  negocia a compra do imunizante com a farmacêutica.