Os petroleiros da Bahia retomaram nesta sexta-feira (5) a greve da categoria, que começou em 18 de fevereiro, mas foi temporariamente suspensa no mesmo dia, após a Petrobras abrir negociações.
De acordo com informações do Sindicato dos Petroleiros da Bahia (Sindipetro), após quatro rodadas de negociação, a Petrobras teria encerrado os encontros sem avanços nas pautas de reivindicações. Por isso, a greve foi retomada.
O G1 entrou em contato com a Petrobras e aguarda posicionamento.
Ainda de acordo com o sindicato, cerca de 2,6 mil trabalhadores da Refinaria Landulpho (RLAM), em Camaçari, na região metropolitana de Salvador, aderem ao movimento. Desses, sendo 900 são concursados e 1.700 terceirizados. Parte desses trabalhadores está concentrada, nesta manhã, em frente à sede da RLAM.
O Sindipetro informou que, as reivindicações da categoria são:
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Refinaria Landulpho Alves, em Camaçari — Foto: Divulgação/Petrobras
A Refinaria Landulpho Alves foi vendida por US$ 1,65 bilhão ao grupo Mubadala Capital, de Abu Dhabi, no dia 8 de fevereiro.
A unidade é a primeira refinaria nacional de petróleo, criada em setembro de 1950 e teve origem impulsionada pela descoberta do petróleo no estado baiano. A operação da RLAM possibilitou o desenvolvimento do primeiro complexo petroquímico do país, o de Camaçari.
A Rlam tem 26 unidades de processamento, e 201 tanques de armazenamento. Ela refina mais de 30 tipos de produtos, entre eles gasolina, diesel, lubrificantes, querosene de aviação, entre outros.
A Refinaria Landulpho Alves é a única produtora nacional de uma parafina alimentícia usada na fabricação de chocolates e chicletes, a chamada food grade.
Autoria: G1 Bahia