
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
A sequência do depoimento do ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, à Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid reforçou as acusações de omissão do governo federal para enfrentar o colapso do sistema de saúde no Amazonas, durante a primeira e a segunda ondas da pandemia do novo coronavírus.
Na sessão desta quinta-feira (20), o presidente da comissão, senador Omar Aziz (PSD-AM), também pediu que o relator, Renan Calheiros (MDB-AL), conclua um relatório parcial das investigações, englobando a apuração dos 30 primeiros dias de atividades da comissão.
No dia anterior, o general tentou blindar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e mentiu em ao menos quatro oportunidades sobre sua gestão na pandemia. Ele chegou a afirmar, por exemplo, que nunca recebeu ordens para não comprar a vacina Coronavac, mesmo com vídeos e declarações que comprovam o oposto.
O depoimento de Pazuello foi retomado nesta quinta, após ter sido suspenso na quarta para a realização de sessão do Senado com votação de projetos. Grande parte das questões foram sobre o colapso do sistema de saúde do Amazonas, em especial de Manaus.
Segundo Pazuello, a decisão de não intervir na saúde amazonense em abril do ano passado não foi dele, e sim tomada em uma reunião ministerial, com a presença de Bolsonaro. Sobre a crise de janeiro deste ano, Pazuello se eximiu de responsabilidades pelos problemas, principalmente pela falta de oxigênio, que resultou em mortes por asfixia. Segundo ele, a responsabilidade pela aquisição dos insumos e suprimento dos cilindros era do governo local. O ex-ministro também culpou a empresa fornecedora.
Autoria: Metro 1