
Foto: Edu Andrade/ME
O prefeito de Salvador, Bruno Reis (DEM), participou nesta terça-feira (20), em Brasília, de uma reunião na qual gestores das principais capitais pediram ao ministro Paulo Guedes (Economia) aporte de R$ 5 bilhões para socorrer o setor de transporte urbano. O encontro foi articulado pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP).
Os gestores sugeriram construção de um pacote de propostas de alternativas legislativas para auxiliar o segmento, atualmente sob risco de colapso. Ao buscar recursos, eles apontaram que o custo da gratuidade de idosos, por exemplo, não pode ser compensado pelas receitas das pasagens.
“Tomadas as devidas proporções, esse é o maior problema das cidades que têm um sistema de transporte instituído. Cada cidade tem sua realidade, mas efetivamente a pandemia acabou por tornar um sistema que já era deficitário numa derrocada de milhares de empresas do setor, e os municípios estão assumindo isso”, observou o chefe do Executivo soteropolitano, que é vice-presidente de PPPs e Concessões da FNP.
“Precisamos agora remunerar de forma emergencial o sistema, porque esse problema afeta a vida de todo mundo. Ninguém consegue sair de casa trabalhar se o seu colaborador também não conseguir sair de casa, por exemplo. Esse problema afeta a cidade como um todo", acrescentou Reis.
A FNP tem defendido um auxílio emergencial para subsidiar as gratuidades asseguradas aos idosos com mais de 65 anos idade no transporte público. De acordo com o prefeito de Aracaju (SE), Edvaldo Nogueira, presidente da FNP, o problema com o transporte público já vem de muito antes da pandemia.
Guedes afirmou que escalará um técnico da pasta para acolher as demandas municipais e pensar junto com a FNP em um caminho para o repasse dos recursos aos municípios, o que deve ocorrer a partir de iniciativas do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR). O assunto já foi levado pela FNP a outras autoridades, entre elas o próprio ministro Rogério Marinho, no último dia 7, e ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira.
Em resposta às demandas dos gestores, o ministro da Economia defendeu que prefeitos tenham mais autonomia para decidir como e onde usar a verba que recebem anualmente. “Vocês têm que nos ajudar a libertar esse dinheiro. Sempre defendi os 3D: desindexa, desobriga e desvincula. E essa é a essência da democracia”, disse Guedes.
Autoria: Metro 1