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Após o caso de ataques racistas contra uma adolescente negra de 14 anos por colegas de sala em mensagens no grupo de estudantes do Colégio Cândido Portinari, de Salvador, os pais dos alunos do 8o ano B, turma que participa do grupo, divulgaram nesta quinta-feira (18) uma carta conjunta de repúdio contra os atos e em solidariedade a aluna e pais vítimas.
Na carta, os pais exigem que o colégio e eventualmente o poder público tomem "rapidamente as medidas cabíveis". "Para que nossos filhos possam continuar a estudar em um contexto de paz e inclusão propício a uma formação de qualidade e humanística", continuam.
Eles ainda afirmam que o fato lamentável "é uma oportunidade para abrir e aprofundar um debate geral para conscientizar os jovens sobre esses problemas que assolam nossa sociedade e para que todos, sem discriminação alguma, possam viver em um mundo justo, unido e pacífico."
Confira a nota na íntegra:
Carta de repúdio contra atos racistas e de solidariedade com aluna e pais vítimas
Nós, pais e responsáveis dos alunos do 8o ano B do Colégio Cândido Portinari, soubemos hoje, com grande tristeza e revolta, de ataques gravíssimos de cunho racista, através das redes sociais, cometidos na última sexta-feira por um aluno (ou um grupo?) de uma turma contra uma outra aluna.
Enquanto aguardamos a averiguação dos fatos pelas autoridades competentes, desejamos repudiar firmemente qualquer ato de exclusão e ódio que possa afetar um aluno, funcionário ou professor do Colégio Cândido Portinari. É preciso lembrar que escolhemos este Colégio pelo seu projeto pedagógico e, principalmente, pelos valores de tolerância e inclusão que a equipe gestora e seus professores preconizam.
Desejamos também expressar nossa plena e sincera solidariedade para com a vítima e sua família. Queremos salientar que nossas crianças recebem cotidianamente um tratamento excepcional de todos os funcionários que trabalham no colégio e não permitiremos que ninguém os desrespeite e viole a dignidade deles e de seus próprios filhos.
Exigimos que o colégio e eventualmente o poder público tomem rapidamente as medidas cabíveis para que nossos filhos possam continuar a estudar em um contexto de paz e inclusão propício a uma formação de qualidade e humanística. É claro que este fato lamentável é uma oportunidade para abrir e aprofundar um debate geral para conscientizar os jovens sobre esses problemas que assolam nossa sociedade e para que todos, sem discriminação alguma, possam viver em um mundo justo, unido e pacífico.
Salvador - BA, 18 de novembro de 2021.
Autoria: Metro 1