Publicado em 08/02/2023 20h59

Ponte Salvador-Itaparica: governo da Bahia divulga áreas que serão desapropriadas para construção

Proprietários de imóveis nas "áreas de utilidade pública" serão indenizados para sair do local.

Projeção da ponte que vai ligar Salvador a Itaparica — Foto: Divulgação/GOVBA

Projeção da ponte que vai ligar Salvador a Itaparica — Foto: Divulgação/GOVBA

 

O governo da Bahia publicou, no Diário Oficial do Estado, um decreto que delimita como "áreas de utilidade pública" um trecho que será utilizado para construção do acesso viário ligado à obra da ponte Salvador-Itaparica. Terrenos serão desapropriados e indenizações são previstas para donos de imóveis.

Ao todo, a área a ser desapropriada é de 63.524,26 m² e fica em Salvador. O decreto foi publicado no sábado (4) e estabelece que o governo pode adotar atos administrativos e judiciais para fazer a desapropriação. Essas medidas podem ser aplicadas, inclusive, em caráter de urgência.

No Diário Oficial, 14 áreas foram publicadas. O decreto não informa com clareza as áreas que serão tomadas como utilidade pública, e estabelece a desapropriação apenas a partir de coordenadas geográficas.

 

 

Dragagem terá investimento de R$ 200 milhões

 

Projeção da ponte que vai ligar Salvador a Itaparica — Foto: Divulgação/GOVBA

Projeção da ponte que vai ligar Salvador a Itaparica — Foto: Divulgação/GOVBA

Por meio de nota, a concessionária responsável pela construção da ponte Salvador-Itaparica informou que a implantação segue em andamento em 2023.

Estão previstos investimentos acima de R$ 200 milhões para execução da dragagem do acesso ao Porto de Salvador e a sondagem na Baía de Todos-os-Santos, para análise do solo e definição dos melhores locais para instalação dos pilares do equipamento.

A concessionária informou que em 2022 foram concluídos trabalhos imprescindíveis ao início da obra física, como a avaliação dos impactos ao patrimônio material e imaterial, pesquisa arqueológica na Ilha de Itaparica e estudos geofísicos.

 

Estão previstos, além da construção da ponte, a requalificação de sistemas viários da capital baiana e da Ilha de Itaparica. A ideia é que o empreendimento crie um novo vetor de desenvolvimento e beneficie mais de 10 milhões de habitantes em cerca de 250 municípios.

A ponte será a maior ponte da América Latina, com 12.4 km. Serão gerados cerca de sete mil empregos no ponto máximo das obras. A construção terá duração de quatro anos a partir da montagem do canteiro de obras.

Autoria: G1 Bahia

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