Publicado em 24/03/2023 13h19

Dia Mundial da Tuberculose: Redes de tratamento precisam de mais investimentos, aponta especialista

Cerca de 18,3 mil crianças e adolescentes menores de 15 anos vivem com tuberculose

Dia Mundial da Tuberculose: Redes de tratamento precisam de mais investimentos, aponta especialista
Foto: Divulgação
 
DA REDAÇÃO

Esta sexta-feira, dia 24 de março, é marcada pelo Dia Mundial de Combate à Tuberculose, cujo objetivo é conscientizar o público sobre a epidemia global de tuberculose e os esforços para eliminar a doença. Em 2018, 10 milhões de pessoas adoeceram com e 1,5 milhão morreram da doença, principalmente em países de baixa e média renda.

No ano passado, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) pediu mais investimentos, ajuda, atenção e informação urgentes para combater a doença naquele que era um momento em que a pandemia de Covid-19 reverteu o progresso feito contra uma das enfermidades infecciosas mais mortais do mundo.

Passado mais um tempo desde então, o médico Vital Fernandes Araújo, pós-graduado em Psiquiatria e Medicina Ortomolecular, corrobora o argumento, defendendo maior investimento nas políticas de combate e prevenção à tuberculose. “É nítido que todas as áreas da saúde pública necessitam de mais investimentos. Mas os números da Tuberculose inspiram maior atenção, sobretudo pelo número de mortes a todo ano”, aponta, em conteúdo enviado por meio da sua assessoria de imprensa.

Vital lembra que, todos os dias, mais de 70 pessoas morrem e 800 adoecem de tuberculose nas Américas. “Embora os esforços para combater a doença tenha salvado mais de 1,2 milhão de vidas no continente desde 2000, estima-se que as mortes anuais tenham aumentado em 3 mil no ano de 2020 devido à interrupção de serviços essenciais”, mencionou.

Ainda de acordo com Vital, cerca de 18,3 mil crianças e adolescentes menores de 15 anos vivem com tuberculose nas Américas e mais da metade não tem acesso a serviços de diagnóstico e tratamento. “A própria Covid-19 também teve um impacto desproporcional em crianças e adolescentes com TB [sigla para tuberculose], levando ao aumento da transmissão em suas casas, redução da vigilância ativa, menos visitas a uma unidade de saúde e seguimento limitado do tratamento”, emendou.

“A Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou diretrizes atualizadas para o tratamento da tuberculose em crianças e adolescentes. Essas incluem recomendações para expandir testes diagnósticos e tratamento, medicamentos para tratar TB farmacorresistente em crianças e novos modelos de atenção descentralizada e integrada para melhorar o acesso a cuidados preventivos e tratamento mais próximo de casa”, emendou.

Autoria: Aratu Online

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