O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), elevou o tom ao comentar a possível candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. A declaração foi feita em São Paulo, durante o evento que marcou o lançamento de sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto.
Ao ser questionado sobre o adversário, Caiado afirmou que Flávio não possui experiência administrativa nem trajetória política suficientes para comandar o país. O governador também ponderou que o que chamou de “ímpeto da idade” pode representar um obstáculo em uma eventual gestão federal.
A fala ocorre em meio à disputa por espaço dentro do campo da direita, atualmente fragmentado, com diferentes nomes tentando se viabilizar para 2026.
Disputa no campo conservador
Apesar de reconhecer o direito da família Bolsonaro de lançar a candidatura de Flávio, Caiado tem buscado se apresentar como uma alternativa dentro do mesmo espectro político, mantendo sua pré-candidatura mesmo diante do avanço do senador.
Nos bastidores, a avaliação de aliados e partidos de centro-direita é de que o nome de Flávio enfrenta resistência fora do núcleo mais fiel do bolsonarismo, o que abre espaço para outros postulantes disputarem protagonismo na corrida presidencial.
Candidatura oficializada
Na segunda-feira (30), Caiado foi oficializado como pré-candidato à Presidência pelo PSD. O anúncio foi feito pelo presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, durante coletiva em São Paulo.
Recém-filiado ao partido, o governador tenta se consolidar como uma “terceira via” em um cenário polarizado entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o bolsonarismo.
Em seu primeiro discurso como pré-candidato, Caiado afirmou que pretende priorizar a pacificação do país. Como sinal político, chegou a defender uma anistia ampla, inclusive para o ex-presidente Jair Bolsonaro, indicando uma tentativa de diálogo com setores mais alinhados à direita.
Com isso, o governador busca ampliar sua base eleitoral e se firmar como alternativa viável em uma disputa que, até o momento, segue marcada pela polarização e pela divisão entre lideranças conservadoras.
Foto: Lula Marques, Agência Brasil
Autoria: Redação