A falta de medicamentos básicos nas unidades de saúde de Mata de São João não é um detalhe administrativo, é um problema grave de saúde pública que impacta diretamente a vida das pessoas.
Doenças como Hipertensão Arterial e Diabetes Mellitus são silenciosas, mas extremamente perigosas quando não controladas. Elas afetam milhões de brasileiros e estão entre os principais fatores de risco para infarto, AVC, insuficiência renal e outras complicações graves. O tratamento dessas condições depende de acompanhamento contínuo, e, sobretudo, do acesso regular aos medicamentos.
Quando faltam remédios para pressão alta e diabetes, o que está em jogo não é apenas o desconforto do paciente, mas a interrupção de um cuidado essencial. É o aumento do risco de internações, de sequelas e até de mortes evitáveis.
A ausência de medicamentos como Paracetamol, amplamente utilizado para dor e febre, também revela um cenário preocupante: nem o básico está garantido. E quando falamos do Clonazepam, frequentemente prescrito para ansiedade e outras condições neurológicas, a falta pode levar à descontinuidade do tratamento e agravamento dos quadros clínicos.
A atenção básica deve ser a porta de entrada e o alicerce do cuidado em saúde. Garantir o abastecimento regular de medicamentos não é favor, é obrigação. É o mínimo necessário para assegurar dignidade, prevenir complicações e reduzir a sobrecarga nos hospitais.
As queixas reiteradas da população não podem ser ignoradas. Elas revelam uma realidade que precisa ser enfrentada com seriedade, planejamento e compromisso com a vida das pessoas.