A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) retirou a CazéTV da concorrência pelos direitos de transmissão da Copa do Brasil para o ciclo de 2027 a 2030. A decisão impede que a plataforma participe da licitação da principal competição de mata-mata do futebol brasileiro, embora a entidade negue que se trate de uma "banimento" geral da empresa.
Segundo a CBF, a CazéTV deixou de atender aos critérios técnicos e financeiros exigidos no processo de seleção. A entidade, no entanto, não detalhou quais requisitos não foram cumpridos, limitando-se a informar que a plataforma foi desclassificada da disputa pelos direitos comerciais do torneio.
A decisão representa um revés para a plataforma criada por Casimiro Miguel em parceria com a LiveMode. Nos últimos anos, a CazéTV se consolidou como uma das principais transmissoras esportivas do país, acumulando direitos de eventos como Copa do Mundo, Mundial de Clubes e outras competições internacionais. Atualmente, inclusive, o canal vive um momento de grande audiência durante a Copa do Mundo de 2026, quebrando recordes de transmissões ao vivo no YouTube.
Nos bastidores, a exclusão ocorre em um momento em que a CazéTV também enfrenta questionamentos relacionados à publicidade de casas de apostas exibida durante suas transmissões. O Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) recomendou a suspensão de algumas campanhas, enquanto a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) também abriu procedimento para analisar as ações promocionais. Apesar disso, não há confirmação oficial de que esses episódios tenham relação com a decisão da CBF sobre a licitação da Copa do Brasil.
Até o momento, a CBF sustenta que a exclusão ocorreu exclusivamente pelo não atendimento às exigências previstas no edital. Já a CazéTV informou anteriormente que vem adotando medidas para adequar suas práticas publicitárias às recomendações dos órgãos competentes e afirmou atuar em conformidade com a legislação brasileira.
A saída da plataforma da disputa abre espaço para que grupos tradicionais de mídia e outras empresas interessadas disputem os direitos da Copa do Brasil entre 2027 e 2030, uma negociação considerada uma das mais valiosas do mercado esportivo brasileiro.
Autoria: Redação